Archive for junho, 2009

Sinopse: Mocidade Independente

Enredo: “Do paraíso de Deus ao paraíso da loucura, cada um sabe o que procura”.

mocidade

O Paraíso é a imagem primeira.

Uma imagem da fartura e da felicidade; um sagrado jardim onde Deus semeou a fecundidade numa divina evocação da vida; um abençoado recanto sem doenças, sem inverno e sem envelhecimento, transmitindo uma mensagem simbólica e alegórica de paz e harmonia.   

A nostalgia deste estado de graça, arrancado em conseqüência de uma grave desobediência às leis do Criador, faz despertar no homem, desde tempos imemoriais, o desejo de encontrar o Paraíso perdido.

Na Idade Média, alimentada por uma cruel realidade de fomes, epidemias e guerras devastadoras, essa nostalgia fez do Paraíso a própria antítese daquela realidade decadente e sombria; um “novo” começo onde a pobreza e a fome acabariam diante de uma terra “sem males”.

Enquanto profetas e visionários desejavam “ver” o paraíso, cavaleiros e aventureiros se juntavam em fantásticas caravanas e partiam por terra em busca da “Fonte da Juventude Eterna e da Árvore da Vida”.

Porém, novos ventos sopravam em direção ao “Velho Continente”. O pavor que o “inferno” e a crença na proximidade do “Fim dos tempos” provocavam ia ficando para trás diante de uma Europa entusiasmada com os renovados horizontes renascentistas.

Os oceanos já não causavam tanto temor e, navegando rumo ao Oriente, poder-se-ia chegar às Índias, com seus mistérios e magia. Ainda, quem sabe, desembarcar nas fabulosas terras de Ofir, guardiãs das Minas do Rei Salomão, ou até mesmo encontrar o suntuoso Reino Africano de Preste João e, assim, localizar os “Portais do Paraíso”.

Foi navegando em direção às Índias que, em 1500, treze naus portuguesas “esbarraram” no Brasil.

Nas areias da praia, o nativo dançava em alegre ritual. Guiados pelos Xamãs, os donos da terra migraram do interior para o litoral em busca de “Yvy Mara Ey”, a “Terra dos Sem Males”, o paraíso Tupi-guarani, e que, na visão dos pajés, estaria do outro lado da imensidão das águas.

Em sua pureza e ingenuidade, o índio viu naquela gente que saía do mar verdadeiros Deuses que, finalmente, o conduziriam aos “Jardins Purificados”.

Já os navegadores, deslumbrados com a nudez e a aparente inocência dos nativos, viram neles a própria imagem do homem antes de ser expulso do Paraíso, materializando na América a visão renascentista do Éden terrestre.

Afinal, as sugestões edênicas estavam por toda parte e faziam uma mágica ligação entre o “Velho” e o “Novo” Mundo. Dessa maneira, o maracujá se transforma em pomo edênico, assim como as bananas cortadas exibiam aquele sinal à maneira de crucifixo por elas manifesto.

A Fênix é o Guainumbi ou Guaraciaba; outros acreditavam mesmo tê-la visto na figura do beija-flor, enquanto os papagaios, para muitos, eram, na verdade, anjos castigados que ganharam a forma de pássaros.

Mas os boatos sobre cidades bordadas de ouro e pedras preciosas, as notícias de montanhas resplandecentes e lagoas douradas, comuns entre os indígenas, rapidamente levaram o invasor europeu a embrenhar-se pelos sertões desconhecidos, maculando o “Paraíso Brasil”.

E, assim, os índios dançaram e o Brasil sambou!

pierrot mocidade

O que de bom encontrava-se aqui foi parar na Europa. Animais, plantas e até mesmo “exemplares” do nosso “bom selvagem” foram “exportados”, causando enorme rebuliço do outro lado do Atlântico.

Enquanto, do lado de cá, o povo sofria com a “Derrama” – um verdadeiro “Quinto” dos infernos – no lado de lá, as farras das Cortes de Portugal e Inglaterra eram bancadas com o ouro do Brasil. O jeito era rezar uma novena para o “santo do pau oco”!

O tempo passou, mas continuamos cortando o pau, matando os bichos, vendendo as plantas, envenenando as águas, queimando os índios e mandando pra longe nossas riquezas!

Calculistas e mercenários, criamos o nosso próprio Paraíso terrestre e batizamos com o nome de “Paraíso Fiscal”. Ali, abençoados pela generosidade financeira, protegemos nossas “verdinhas” em “espécie”. Mas não se enganem pensando que se trata da flora tropical bem preservada. Neste caso, nos referimos às cédulas de dólar depositadas em contas pra lá de suspeitas.

Já os exemplares da nossa fauna contrabandeada desde sempre, agora, são enviados do “Paraíso Brasil” diretamente ao “Paraíso Fiscal”, sem taxação, estampadas nas notas do nosso Real.

No fundo, queremos mesmo é preservar as “araras” que valem “dez reais”. Defendemos, bravamente, os “micos-leões-dourados” que estão cotados a “vinte”. Brigamos como loucos pelas “onças pintadas”, ou seria por “cinquenta reais”? Tira a mão que ninguém vai “pescar” minha “garoupa” de cem reais, não! Ora, quem sabe se numa sombrinha agradável lá nas Ilhas Caymãs elas não se reproduzam rapidamente?

Diante desse “Capitalismo selvagem”, para se alcançar o Paraíso basta colocar a grana na cestinha diante do altar. Um carrão novinho também dá direito a chegar lá. E o que falar da ida ao shopping com dinheiro pra gastar? E se faltar din din, há cartões de crédito, cheque especial e crediário, todas as facilidades do mundo no “Paraíso do Consumo”!

Mas nós somos a Mocidade e, independentes, podemos ir a qualquer lugar.

Vamos fazer a nossa parte! Querer é poder, e o amor constrói. É possível descobrir o nosso próprio paraíso, afinal, ele está perto de nós, dentro de nós mesmos, em nosso interior.

Vamos jogar fora as amarguras do dia a dia e nos vestir com a fantasia que sempre sonhamos: milionário ou plebeu, rainha ou camelô, desempregado ou doutor, um nobre ou apenas um sonhador.

Afinal, hoje é carnaval, e se você sabe o que procura, tudo é possível no “Paraíso da Loucura”!  

Está esperando o que pra ser feliz?

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É isso! E junho já chega ao final…

Hoje é definida a ordem de desfile do Grupo Especial carioca pra o carnaval 2010.

Vamos ver o que vai dá!

Bjo do Rapha!

Canta Mocidade…

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VERMELHO

E deu Garantido no Festival de Parintins!

campeão 2009

Para surpresa de muitos. Afinal muit se disse sobre a atual situação do Boi Garantido, fato visto nos três dias de festival. Apresentações bem inferiores ao do Boi Caprichoso.

Mas o ponto alto e que fez arrepiar e bater mais forte o coração vermelho, foi sua “Galera”.  A torcida foi um show a parte. Com certeza o ponto alto da apresentação do “Boi do Povão”.

Boi do Povão

A Emoção, tema desse ano, superou a alta tecnologia e a riqueza do Caprichoso que estava em busca do Tri. E entre as festas, Mais uma vez a vitória é da cor vermelha. Fato que marcou também nas disputas de carnaval desse ano.

Após erguer por dez anos no Bumbódromo a bandeira da preservação da Amazônia, o Boi Bumbá Garantido trabalhou a “Emoção” no Festival Folclórico de 2009. O “Boi do Povão” idealizou um projeto de arena que trabalhou a emoção como “estado de ânimo, despertado por sentimentos estéticos e estado de espírito que se manifesta com alegria”.
 E deu certo! Em cima do tema “Emoção”, compositores exaltaram a cor Vermelho, falando de suas influências no poder da criação, no significado da história, na necessidade de preservação e até mesmo no contexto da Globalização.

Parabéns GARANTIDO!

Parabéns ao amigos que fazem parte desse “Curral Rubro do Norte”

A ideologia do folclore avermelhou…

BJO do RAPHA!

Canta Fafá…

Pedro e Paulo

Tão distante como o século quarto se celebrava uma festa em memória dos Santos Pedro e Paulo no mesmo dia, ainda que o dia não fosse o mesmo no Oriente e em Roma. O Martirológio Sírio de finais do século quarto, que é um extrato e um Catálogo Grego de santos da Ásia Menor, indica as seguintes festas em conexão com o Natal (25 de dezembro): 26 de dezembro Santo Estêvão, 27 de dezembro São Tiago e São João; 28 de dezembro São Pedro e São Paulo.

s.p.e.s.p

A festa principal dos Santos Pedro e Paulo foi mantida em Roma em 29 de junho desde o século terceiro ou quarto. A lista de festas de mártires no Cronógrafo de Filócalo coloca esta nota na data – “III. Kal. Jul. Petri in Catacumbas et Pauli Ostiense Tusco et Basso Cose”. (= o ano 258). O “Martyrologium Hieronyminanum” tem, no Berne MS., a seguinte nota para o dia 29 de junho: “Romae via Aurelia natale sanctorum Apostolorum Petri et Pauli, Petri in Vaticano, Paulo in via Ostiensi utrumque in catacumbas, passi sub Nerone, Basso et Tusco consulibus” (ed. De Rossi – Duchesne, 84).

A data 258 nas notas revela que a partir desse ano se celebrava a memória dos dois Apóstolos em 29 de junho na Via Apia ad Catacumbas (perto de São Sebastião fuori le mura), pois nesta data os restos dos Apóstolos foram trasladados para o local descrito acima. Mais tarde, talvez com a construção da Igreja sobre as tumbas no Vaticano e na Via Ostiensi, os restos foram restituídos a seu anterior descanso: os de Pedro na Basílica Vaticana e os de Paulo na Igreja na Via Ostiensi.

No local Ad Catacumbas foi construído, tão longínquo como no século IV, uma igreja em honra aos dois Apóstolos. Desde o ano 258 guardou-se a festa principal em 29 de junho, data em que desde tempos antigos celebrava-se os Serviço Divino solene nas três igrejas acima mencionadas (Duchesne, “Origenes du culte Chretien”, 5o ed., Paris, 1909, 271s, 283s, Urbano, “Ein Martyrologium der christl. Gemeinde zu Rom an Anfang des 5. Jahrh”, Leipzig, 1901, 169s; Kellner, “Heortologie”, 3o ed., Freiburg, 1911, 210s.). A lenda procurou explicar que os Apóstolos ocupassem temporariamente o sepulcro Ad Catacumbas mediante a suposição que, em seguida da morte deles os Cristãos o Oriente desejassem roubar seus restos e levá-los para o Leste. Toda esta história é, evidentemente, produto da lenda popular.

Uma terceira festividade dos Apóstolos tem lugar em 1 de agosto: a festa das Correntes de São Pedro. Esta festa era originalmente a de dedicação da igreja do Apóstolo, erigida na Colina Esquilina no século IV. Um sacerdote titular da Igreja, Filipo, foi delegado papal ao Concílio de Éfeso no ano 431. A igreja foi reconstruída por Sixto II (432) às custas da família imperial Bizantina. A consagração solene pode ter sido em 1o de agosto, ou este foi o dia da dedicação da igreja anterior. Talvez este dia foi escolhido para substituir as festas pagãs que se realizavam em 1o de agosto. Nesta igreja, ainda de pé (S. Pedro em Vincoli), provavelmente se preservaram desde o século quarto das correntes de São Pedro que eram muito grandemente veneradas, sendo considerados como relíquias apreciadas os pequenos pedaços de seu metal.

De tal modo, a igreja desde muito antigamente recebeu o nome in Vinculis, convertendo-se a festa de 1o de agosto na festas das correntes de São Pedro (Duchesne, op. Cit. , 286s; Kellner, loc, cit., 216s.). A memória de ambos Pedro e Paulo foi mais tarde relacionada com os lugares da antiga Roma: a Via Sacra, nas proximidades do Foro, onde se dizia que foi atirado ao solo o mago Simão diante da oração de Pedro e a cárcere de Tullianum, ou Cárcere Mamertinus, onde se supõe que foram mantidos aos Apóstolos até sua execução.

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Também em ambos lugares foram erigidos santuários dos Apóstolos e da cárcere Mamertina ainda permanece em quase seu estados original desde a longínqua época Romana. Estas comemorações locais dos Apóstolos estão baseadas em lendas e não há celebrações especiais nas duas igrejas. Entretanto, não é impossível que Pedro e Paulo tenham sido confinados na prisão principal de Roma na fonte do Capitólio, da qual fica como um resto a atual Cárcere Mamertinus.

É isso!

Bjo do Rapha!

Hoje para cantar… Adriana Calcanhoto, com essa bela canção “Esquadros”

O Lado Vermelho

O Boi Garantido é uma das duas agremiações folclóricas que competem anualmente no Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas.

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No final do século XIX e início do século XX, a Amazônia recebeu um grande fluxo imigratório de nordestinos devido às constantes secas nesta região. Os imigrantes também eram atraídos devido ao apogeu do ciclo da borracha. Dentre esses, um grande número de Maranhenses chegou à região trazendo o costume das brincadeiras de Boi. Um de seus descendentes, Lindolfo Monteverde, nasceu em Parintins em 1902 e cresceu em admirando os folguedos que havia na cidade.

Em 1913, aos 11 anos de idade, decidiu criar seu próprio Boizinho de Curuatá com o qual brincava com crianças de sua idade – um chamado boi-mirim, que até hoje é muito comum no Norte e Nordeste do Brasil. Em 1920, devido a uma grave doença, fez uma promessa a São João Batista: se ficasse curado, iria realizar anualmente uma ladainha e uma festa de Boi em sua homenagem. Lindolfo foi atendido em seu pedido e cumpriu sua promessa. Contam os mais antigos que a apresentação começou com a ladainha e depois houve distribuição de Aluá, bolo de macaxeira, tacacá e, no final, muito forró. Lindolfo ainda batizou seu filho mais velho de João Batista Monteverde, em homenagem ao Santo Querido. A partir de então, todos os anos os torcedores do Boi se reúnem na noite de 24 de junho para rezar a ladainha e festejar São João Batista e, em seguida, saem pelas ruas da cidade, dançando em frente às casas que tiverem fogueiras acesas.

Contam que Lindolfo Monteverde era um cantador e repentista que causava admiração em quem o ouvia cantar, por causa do timbre de voz que dominava os terreiros e era ouvido à distância, sem utilizar nenhum tipo de aparelho sonoro mecânico. Lindolfo também incomodava os torcedores do Contrário com sua firmeza de voz e a inteligência dos desafios que criava. Até hoje, é considerado o melhor compositor de toadas que o boi-bumbá de Parintins registrou.

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O Boi Garantido é o que mais coleciona vitórias em toda a história do Festival Folclórico de Parintins. O único, inclusive, a ganhar cinco vezes consecutivas, sob a presidência de Zezinho Faria entre os anos de 1980 à 1984. Desde 1966, ano do primeiro Festival, até 2007, foram 42 Festivais, entre os quais, 26 vencidos pelo Boi do Povão (incluindo um empate no ano de 2000).

O Garantido também foi o primeio campeão na então nova arena do Bumbódromo, em 1988, vencendo também o “tira-teima” no ano seguinte.

  • Títulos: 26 vezes (1966, 1967, 1968, 1970, 1971, 1973, 1975, 1978, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1986, 1988, 1989, 1991, 1993, 1997, 1999, 2000 (empate), 2001, 2002, 2004, 2005 e 2006).

Hoje é o último dia de Festival. Vamos conferir e fazer o tirateima do melhor da noite!

É isso…

Bjo do rapha!

Canta Vermelho…

O Lado Azul

O Boi Caprichoso, representado principalmente pela cor azul, é uma das duas agremiações que competem anualmente no Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas.

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 O Boi-Bumbá Caprichoso tem sua história atrelada a uma família. A professora e folclorista parintinense Odinéia Andrade afirma que o bumbá foi fundado em 1913 pelos irmãos Raimundo Cid, Pedro Cid e Félix Cid. Os três teriam migrado do município de Crato, no Ceará, passando pelos estados do Maranhão e Pará, até chegarem à ilha, onde fizeram uma promessa a São João Batista para obterem prosperidade na novo município. Isso foi moti­vado pelas influências recebidas pelos Cid durante a trajetória até a ilha, quando puderam conhecer vários folguedos juninos por onde passaram. Duas manifestações folclóricas chamaram a atenção: o Bumba-Meu-Boi, maranhense, e a Ma­rujada paraense. Andrade (2006) afirma que o Boi Caprichoso assimilou elementos desses dois folguedos, uma vez que o bumbá adotou como cores oficiais o azul e o branco, usadas nos trajes dos marujos, e denominou seu grupo de batuqueiros, responsáveis pelo ritmo na apresentação do boi de Marujada de Guerra. Há outra versão, supostamente verdadeira, de que o Caprichoso surgiu de uma dissensão do Boi Galante, por volta de 1925 ou 1929, tendo assim 80 anos de existência e não 95 como lhe é atribuído.

CAPRICHOSO 2009

Vitórias do Boi Caprichoso: 1969, 1972, 1974, 1976, 1977, 1979, 1985, 1987, 1990, 1992, 1994, 1995, 1996, 1998, 2000 (empate), 2003, 2007 e 2008.

O Festval começou ontem com as apresentações em equilibrio. Vamos ver hoje se algo modifica.

Em 2009 o Boi Negro vem em busca do Tri.

É isso!

Bjo do Rapha!

Dança Caprichoso…

Um lado Azul outro Vermelho…

Bois

Diversas versões contam a história do Festival de Parintins, da rivalidade entre os “Bois”, qual deles teria surgido primeiro…

Um relato de Raimundinho Dutra, compositor, diz ter escutado de seus próprios pais, que foi seu avô, o maranhense Marçal Mendes de Assunção, quem trouxera as primeiras danças para Parintins. Isso, em 1988.

Outra história, seria a da folclorista Odinéia Andrade, que coincidentemente, ou não, confirma a criação, em 1913, nascidas das promessas dos irmãos Cid.

Simão Assayag, compositor, engenheiro, folclorista, pintor, escultor; diz que os dois primeiros “Bois” teriam sido Garantido – criado por Lindolfo Monteverde – e, Galante – criado por Emídio Vieira. Depois de uma briga, Emídio teria saído do Galante e os irmãos Cid teriam assumido o “Boi”, trocando o nome para Caprichoso.

As várias versões, desencontradas; algumas delas carregadas de emoção e de paixão, referem-se ao aspecto amplo da cultura humana; dos diferentes modos de ver, compreender, assimilar, viver e conviver a história do dia-a-dia.

Resultado da união entre o trabalho de catequização da igreja, dos rituais tribais, dos contos, da mitologia, da ciência, da realidade, da ficção, dos anseios políticos, das denúncias de agressão ao meio ambiente; o Festival Folclórico de Parintins vem refletir os valores artístico-culturais, as experiências e a vida que existe neste pedacinho do Brasil, hoje em dia conhecido internacionalmente.

Desde o início da década de 80 os “Bois” eram administrados por uma diretoria, antes disso eram administrados por seus respectivos donos. Em 1966 passaram a seguir um regulamento, que impõe um julgamento para embasar e satisfazer a decisão, na escolha de um campeão. A partir de 2005 a Prefeitura é quem administra os “Bois”.

Para saber mais sobre a história de Parintins, recomendamos fortemente a leitura de “Parintins Memória dos Acontecimentos Históricos”, escrito por Tonzinho Saunier, que conta com um excelente trabalho de pesquisa.

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A Band irá transmitir, ao vivo, o Festival de Parintins 2009. O evento, que acontece nos dias 26 (hoje), 27 e 28 de junho, no Amazonas.

Para quem não pode ir conferir de perto, vale a pena conferir pela Tv. Mesmo com os trágicos comentaristas escolhidos pela emissora.

É isso!

Inveja boa do meu amigo Charles Colzani que está lá pela primeira vez,  e sendo jurado desse grande festival.

Sucesso!

Bjo do Rapha

Adeus Jackson…

Parece mentira. Mas infelizmente aconteceu.  O ‘rei do pop’, o cantor Michael Jackson, morreu nesta quinta-feira (25), em Los Angeles, no estado americano da Califórnia, após ser socorrido e levado a um hospital com uma parada cardíaca. Ele tinha 50 anos e estava preparando uma última temporada de shows.

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O corpo do cantor Michael Jackson,  deverá passar por autópsia ainda nesta sexta-feira (26).  Segundo a agência de notícias Associated Press, os resultados dos exames, no entanto, só serão úteis quando os testes toxicológicos estiverem prontos, o que deve levar dias e até semanas.

B&P

O cantor de 50 anos não estava respirando quando os paramédicos chegaram à sua casa e quando ele deu entrada no hospital em estado de coma.

A morte de Jackson foi confirmada pelo porta-voz do Instituto Médico Legal de Los Angeles, Fred Corral, em entrevista à rede de TV CNN pouco antes das 20h30, horário de Brasília. 

Em nossa memória ele será eterno!

E sempre estará a cantar…

Sinopse: Salgueiro

Enredo: HISTÓRIAS SEM FIM

 “Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, sem dúvida, o livro. Os demais são extensão do seu corpo… mas o livro é outra coisa, o livro é uma extensão da memória e da imaginação” (Jorge Luís Borges)

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Um dia, Johannes Gutemberg sonhou que queria ser livre, que queria ser livro. Queria ser palavra escrita, mudar o rumo da História. Ser história. Inquieto e curioso, começou a transformar seu sonho em realidade na Alemanha do século XV, quando pressionou o último bloco de chumbo sobre o papel e colocou o ponto final em sua obra-prima: a Bíblia impressa.

– Deem-me 26 cavalinhos de chumbo e eu conquistarei o mundo!

Conquista pelas palavras e pelos livros, agora impressos a partir de seus inventos e criações. Ficavam para trás rudimentares papiros, tipos chineses, pergaminhos, códices e os inacessíveis manuscritos copiados à mão por monges medievais. Os tipos móveis sujos de tinta, que um dia fizeram parte de seus sonhos, imprimem páginas de um novo e importante capítulo. A primeira impressão, que ficou para a eternidade.

Estava aberto o portal para a divulgação de ideias e ideais que passaram a ser difundidos mundo afora. Senha para o início da era dos grandes livros, das maravilhosas Histórias Sem Fim!

Mãos e máquinas à obra! As páginas impressas resgatam o passado glorioso de impérios erguidos sob o signo da compaixão e da fúria de herois, mitos e deuses. Feitos épicos imortalizados em Epopeias que exaltam valores e virtudes de civilizações. As mesmas palavras edificadas às glórias humanas também descrevem o renascer de uma era, personificada na figura de um cavaleiro errante. Os moinhos de vento sopram os ares da esperança, guiando o homem a uma jornada espiritual rumo ao paraíso, por tortuosos caminhos…

… que conduzem o leitor às intrigas dos nobres encastelados e as revoluções da plebe nos poderosos reinos do velho mundo. Enredos de delírios de reis e rainhas, das tramas de um triângulo formado por donzelas, cavaleiros e cortesãs. É o tempo dos herois de capa e espada, dos duelos em nome do coração da bela dama. Abrem-se as páginas de um romântico jogo de olhares na cena de um vilão cínico. Ligações perigosas descritas com minúcia em textos que revelam juras secretas, pactos, ódios, romances proibidos, suspiros, promessas de amor eterno…

… que vão influenciar a literatura de um novo mundo, traduzida na face da fidalga portuguesa enamorada pelo nativo. Está consumado o enlace que forja o capítulo romântico de um Brasil miscigenado. Palavras que navegam sobre um mar de imagens poéticas, descrevendo a dramática travessia nos porões dos tumbeiros. Na embarcação, negros e negras que aqui aportam para transformar e fortalecer as raízes de uma nação. A cada obra, a crônica de um país que abriga a saga dos herois mestiços, do Rio de Janeiro de tantos tipos urbanos e suburbanos, dos homens e mulheres da Bahia de São Salvador, dos valentes desbravadores de um sertão fértil de sonhos…

… e devaneios literários evocados por palavras mágicas, adormecidas à sombra do livro da saudade: “Pirlimpimpim”, “Abre-te-Sésamo”, “Abracadabra!”. Num piscar de olhos, voamos ao tempo do “Era uma Vez… Uma outra vez!”. Adentramos o portal da fantasia. Aqui, a imaginação é a máquina veloz que nos leva a qualquer tempo, a qualquer lugar! Vamos botar o mundo de pernas pro ar em busca da trilha dos contos fantásticos e lá encontrar a cidade dos sonhos, o país das maravilhas, o universo das fábulas inesquecíveis. Veja: bonecos ganham vida… Ouça: a canção do heroi favorito… Sinta: o pulsar da felicidade inocente nas histórias contadas pela avó… Quitutes de palavras que trazem cheiros e sabores da infância, escritas para sempre no coração. É a chave para despertar a criança que nunca deixou de existir em cada um de nós na grande aventura de brincar de viver em…

… um instante: siga o conselho e tome fôlego antes de prosseguir. Pronto? Lá vamos nós. Aqui começa nossa viagem pelo mundo da aventura e do suspense, com personagens e ações se sucedendo num ritmo alucinante para desvendar o intrigante enigma, encontrar o caminho para outras dimensões onde habitam monstros, bruxos e seres sobrenaturais transportados de tempos e espaços imaginários, guiados por engenhosas palavras que nos fazem prender a respiração e, num só fôlego, acompanhar todo o mistério que envolve a trama do primeiro ao último instante, conduzidos por pistas falsas, ciladas, tramas cruzadas, perigos, vilões acuados, quebra-cabeças de peças incompletas, fragmentos que aguçam a curiosidade num ritmo cada vez mais frenético, até que surge… ufa!

abre alas Sal

A reviravolta.
O desfecho.
A revelação.
“Como é que não pensei nisso antes?” A verdade estava diante dos nossos olhos…

… que avançam no tempo e leem um futuro escrito pelas tintas da incerteza. Ao perder o domínio sobre as máquinas que inventou, o homem vira refém da própria criação. São abertas as páginas das ficções revelando um planeta vigiado por olhos eletrônicos, a serviço do grande Deus-Máquina que zela por nós. Cérebros artificiais altamente avançados, capazes de viajar pelo universo e simular uma realidade tomada pelo caos num cenário futurista. Estaríamos diante do último capítulo dessa nova Odisseia? O futuro dirá…

… que é hora de abrir um novo capítulo, escrever sobre a página em branco a história que escolhermos. Recriar a própria biografia, desvendar no grande livro da vida o segredo da felicidade, do equilíbrio e da paz. Os ensinamentos da Filosofia que nos apontam os caminhos da sabedoria, das bem ou mal traçadas linhas escritas no livro místico do destino. Nascerá, enfim, a obra imortal onde haverá sempre um novo capítulo, uma nova edição. Um enredo infinito, recontado e ampliado cada vez que alguém folhear as páginas de tantas Histórias Sem…

… Fim…

Renato Lage e Departamento Cultural
Junho de 2009

É isso!

ótima quinta-feira a todos!

Bjo do Rapha!

Canta Salgueiro…

Sinopse: Grande Rio

Carnaval…

Casal Grande Rio

Pioneiro deste palco iluminado
Sou brasileiro, sou carioca, apaixonado!
Da Cidade Maravilhosa que canta, samba e é feliz
Da festa de maior grandeza e criatividade
Ta aí o nosso carnaval
Melhor e maior do mundo
Uma realidade…
Faço girar meu pensamento
Que na chegada do momento da criação surja o real
Vindo da inspiração em sua arte de criar
Neurônios em movimento, projetos em andamento
Sou sambista nº1, e por sê-lo, assisto tudo de Camarote. 

Sou vida e emoção, sou passado e recordação
Do berço do samba à avenida
Do sonho à construção
Do concreto frio, nasce a apoteose da emoção
Sorriso estampado no rosto do folião

Ambicioso e determinado, faço aflorar nos corações
A magia que existe nas mãos dos artistas
Desenhos que pousam no papel
Pinturas que brotam da ilusão
Adoráveis loucuras da imaginação
Que surgem das mentes na criação
Magos de empreitadas que transformam lixo em luxo
Rico em pobre, Rei em mendigo.
Sou o centro da atenção.
Sou João, do povo, do novo
Que mesmo proibido, não deixou de brilhar
 
Sou o tempo, o movimento, o momento
Determinado e pouco convencional
Sou líder no passado e no presente
Tenho a marca da honestidade
Máquinas a costurar, tecidos a bailar
Do prego, do ferro do isopor
Vou esculpindo a minha história de amor
Protagonista anônimo do carnaval
Que transforma o sonho num momento real
Na mágica fábrica de sonhos
Numa cidade que não para de sambar
 
No soar da sirene, o coração bate na boca
Na pista disputa de bandeiras, o rufar das baterias
Cenários sobre rodas, estilos eternizados, modernidade e futuro
O júri escolhe, o povo aplaude
Momentos inesquecíveis, únicos de emoção
Fazendo o homem voar, surpreendendo o folião
Do fogo a consagração do mito, a superação
Explode setor 1, é a campeã do povão!

Hinos consagrados, vozes dessa história
Do morro sim senhor!
Tenho a marca da raiz, cor e sabor
Não sou puxador! Simplesmente um cantor
Sou mangueira que dá Jamelão
Sou raça, garra, determinação
Sou a música divinal
Aquarela magistral
Da magia que envolve a alma
 
Sou mais que um país, sou um planeta
De nome, carnaval!
Sou fé, folclore e miscigenação
Sou o futuro, o amanhã
Sou a estrela do espetáculo, viajo rumo ao desconhecido
Sou do povo, dessa gente de real valor
Vou varrendo a tristeza para longe de nós 
Com “sorriso” estampado no rosto sou torcedor 
Grito, canto, choro quando a minha história por aqui passar
Nesse “Grande Rio” de emoção
Que deságua na apoteose delirante do seu coração
 
Com todo carinho e respeito aos grandes homens, mulheres, Escolas de Samba e à força de suas comunidades, que muito contribuíram para o sucesso do Carnaval Carioca, parabéns!

A homenagem da Acadêmicos do Grande Rio à todos vocês sambistas brasileiros.
 
Cahê Rodrigues 

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O ENREDO

“Das Arquibancadas ao Camarote Nº1 Um “Grande Rio” de Emoção Na Apoteose do Seu Coração”
 
O Maior Espetáculo Democrático do Planeta
 
É carnaval, a festa do povo!

A maior ópera popular do planeta.

Chegou à hora de deixar a emoção tomar conta de nós.

E de braços abertos receber mais uma vez o povo, para o maior espetáculo a céu aberto do mundo.

Uma festa de cores, sabores, alegria, fantasia e ilusão.

Uma festa do povo para o povo e que milhões de pessoas já assistiu.

Por aqui já passaram verdadeiros Reis e Rainhas, Príncipes e Princesas, Políticos de diversas áreas, Autoridades de vários países, Astros Hollywoodianos e grandes Celebridades do jet-set Nacional e Internacional.

Ao longo desses anos de carnaval, vimos muitos foliões por aqui, sejam nas eufóricas e animadas arquibancadas ou nos inúmeros camarotes que cercam o Sambódromo carioca.

E para revivermos esses momentos gloriosos do carnaval, vamos recebê-los no grande camarote da folia, o nº1 da Passarela do Samba, para que todos possam reviver as grandes emoções que marcaram a história de sucesso do carnaval carioca.

Nessa festa onde o pobre vira rico e o rico vira pobre, é possível sonhar e para realizar só depende de você.

Na explosão de energia do setor 1, aos gritos de – É Campeã! Do setor 13, o coração bate mais forte, num passe de mágica os pés se soltam do chão e a mente começa a girar. Somos loucos, gênios, artistas, reis e rainhas desse mundo encantado da folia. 

Então pegue sua fantasia e venha com a gente brincar o carnaval.

Da Praça Onze à Praça da Apoteose – “A Praça é do Povo”

Se em outros tempos, os espaços desta festa eram outros, esses foram insuficientes para a proposta da grandiosidade da festa, que já possuía todo o apelo cultural compatível a cidade do Rio de Janeiro.

Era um esforço sobre-humano a montagem e desmontagem do espetáculo. Até que a sensibilidade do olhar de um grupo de visionários, fez com que o tão sonhado espaço do carnaval se tornasse realidade.

Eles eram a própria “cara” da construção desse sonho, um mix político, cultural e social, emparedando-se na idéia da construção e realização desse palco tão sonhado.

Partindo da idéia de que no carnaval tudo começa pelo desenho, assim também começou a ser costurada a idéia do espaço que partiria da Praça Onze, berço do samba carioca em direção a Praça da Apoteose, num pensamento sociabilizado de que “a Praça é do povo” e é nela que o povo manifesta a sua cultura.

A partir daí, sobre os traços preciosos e arquitetônicos de Oscar Niemeyer, sob a visão antropológica de Darcy Ribeiro, numa parceria perfeita inspirada em Amaury Jório e Ismael Silva, onde nesse espaço conviveriam harmoniosamente cultura e educação e na liderança política do, então governador Leonel Brizola, nasce em tempo recorde o grande palco das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro. 

Com a realização da Passarela do Samba, abre-se um espaço maior para a imprensa apresentar o nosso espetáculo ao mundo, quer seja ela nos jornais, revistas, rádio ou televisão, com penetração nacional e internacional, além da internet que faz acontecer em tempo real às notícias que inserem as Escolas de Samba como verdadeiras protagonistas do carnaval, que passam pela Avenida como um “Grande Rio” de emoções que deságua na apoteose de nossos corações. 
 
Mentes Loucas e Brilhantes
 
A Grande Avenida viria a ser a conclusão final da visão sonhadora e inicial de Fernando Pamplona, que com seu olhar tridimensional e aéreo, voltado para um desfile show, um desfile espetáculo, organizado como num grande teatro.

Sonhar era do artista, afinal, antes de sermos reais, somos sonhados, mas tudo haveria de ter um perfeito entrosamento de espetáculo.

Dele, muitos nasceram e do desencadear dos nascimentos vieram os estilos que marcaram e marcam o carnaval até hoje na era Sambódromo.

Como a própria africanidade de Pamplona; o requinte barroco de Arlindo Rodrigues; o olhar de Lince de Maria Augusta; o tropicalismo de Fernando Pinto; a essência do traço de Viriato comparado a Erté; o rococó de Rosa Magalhães; a paleta mágica de Max Lopes; o high tech e as formas modernas de Renato Lage; o corpo em movimento de Paulo Barros; a genialidade de Joãozinho 30, que com seus ratos, mendigos e urubus encantaram a passarela, num momento único do carnaval, assim como outros brilhantes artistas que nos presenteiam a cada ano com suas fantásticas criações.

Todos representantes de uma imensa classe, que em seus sonhos de criação, mantém viva a grande ópera popular do Brasil.

Operários Guerreiros da Folia
 
A arte é um dom de Deus e nessa grande alquimia da construção, processada a várias mãos, um exército de mão-de-obra traduz em realidade, o sonho da criação.

O produto final esconde muitas das vezes milhares de varetas de soldas, pregos, blocos de isopor, tintas, pincéis, quilômetros de fios e linhas, variados tipos de tecidos, cola, plumas e tudo o mais que possam reproduzir essa sinfonia carnavalesca não mais sonhada e criada por uma mente, mas num grande trabalho de equipe, onde o que brilha menos é o suor dedicado.

Em suas máquinas, centenas de costureiras, muitas de suas próprias comunidades, começam a dar vida aos figurinos que ilustram o espetáculo. Da simplicidade às fantasias luxuosas, os foliões se deliciam em poder se transformar em qualquer personagem imaginário.

Se um dia fui pobre, não me recordo, hoje moro num condomínio de luxo com todas as mordomias, que um operário da folia merece; desses novos visionários nasceu uma cidade, mas precisamente uma Cidade do Samba, uma grande e fantástica fábrica de sonhos que através de homens e mulheres dotados de dons naturais, transformam sonhos em realidade.
 
Momentos Inesquecíveis…
 
Na concentração todas as escolas são campeãs.
 
Do soar da sirene que marca o início do desfile, ao abrir dos envelopes, o seleto grupo de jurados, amados por uns e odiados por outros, independente do voto popular ou gosto individual por bandeira, determinam campeã, aquela que menos erros cometerem em seu desfile.  
 
Nesse momento, o técnico e o artístico andarão de mãos dadas na busca de promover sensações inusitadas capaz de retirar das mãos dos jurados, o tão esperado 10.
 
Canto, dança, harmonia, conjunto, cores, movimentos, mecânica, fogos, muita garra, associados a fantasias e belas alegorias, poderão ser os elementos que definirão a escola campeã. Porém essa vitória será ou não no futuro, uma marca na história do carnaval.
 
Surgiram então as primeiras campeãs, depois as supercampeãs; vimos Braguinha desfilar, vimos contos de areia brilhar, vimos o inesquecível Ziriguidum 2001, vimos a Vila vestida de palha kizombar, vimos o nu, “sambar” em todos os sentidos, vimos mendigos brincar, vimos a Mocidade virar e virou! Vimos o ITA Salgueirar, vimos a Viradouro incendiar, vimos até um homem voar.
 
A Voz do Morro, Sim Senhor!!!
 
Silas de Oliveira, Donga, Ismael Silva, Pixinguinha, Noel, Cartola, Candeia, Xangô, Nelson Sargento, Beto sem Braço, João Nogueira, Aroldo Melodia, Martinho da Vila, D. Ivone Lara, Beth Carvalho, Clara Nunes, Leci Brandão, Paulinho da Viola e muitos outros bambas.

São as verdadeiras raízes desse samba carioca, as vozes do morro são eles mesmos, sim senhor! Assim foram e sempre serão, esses ilustres compositores e intérpretes, cuja arte lhes é nata.

Capazes de promover o elemento vital para o que conhecemos como o verdadeiro sentimento do termo “Harmonia” cheguem muitas das vezes ao brilhantismo das rimas preciosas.

Suas faces na maioria das vezes desconhecidas do grande público são suas obras, entregando o estrelato maior aos intérpretes que também lutaram em seus percursos profissionais e por seus devidos reconhecimentos, que vem dos tempos em que eram rotulados como “boca de ferro” e “puxadores de samba”, como dizia o grande mestre Jamelão – “eu não sou puxador coisa nenhuma eu sou simplesmente um cantor”.

Numa grande aquarela musical, muitas Rodas de Samba ocorridas nas quadras das Escolas, botecos, ou até mesmo em casas de bambas inspiradas em Tia Ciata, divulgaram e projetaram vários músicos que tiveram seus nomes endossados pelos grandes astros do cenário musical do samba e do carnaval.
 
Planeta Carnaval – O Futuro é Nosso!
 
E diga que isso aqui não é um planeta!

A maior festa popular do Brasil, conquista o mundo, e em 2010, o sonho da “Feliz Cidade”, representado pela Acadêmicos do Grande Rio, fará uma grande homenagem ao Carnaval Carioca, revivendo momentos que marcaram época; grandes homens e mulheres que ajudaram a construir a história do maior espetáculo a céu aberto do mundo.

Em 1985, Fernando Pinto sonhou com um carnaval nas estrelas, imaginando como seria o carnaval no futuro; estamos em 2010 e muita coisa mudou, mas ainda não fomos parar nas estrelas, quem sabe no ano 3000.
 
Personagens populares do carnaval ganham uma nova versão, para representar a folia carioca.
 
Sonho? Realidade? Onde vamos parar? Como estaria o Sambódromo no Ano 3000? Nossas fantasias e alegorias? Enfim! Vamos sonhar, pois o carnaval nos permite sonhar e viajar nesse mundo que de faz-de-conta não tem nada, um mundo real onde a emoção toma conta de todos nós, que embalados pela magia do samba, transformamos o impossível em realidade.
 
Nesse momento em que a união faz a diferença e transforma o carnaval nesse planeta mundial, elegemos como porta-voz dessa mensagem, o gari mais famoso do Brasil, Renato Sorriso, símbolo de nosso povo, da força das comunidades, dessa gente simples que protesta cantando e reage sambando, que faz a diferença com toda a humildade, mas mostrando seu valor como protagonista desse grande espetáculo.

Um povo que lota as arquibancadas transformando-a num grande camarote de calor humano e que vibram com sua agremiação, comportando-se como verdadeiros termômetros de emoção.

E é a você folião brasileiro, que canta, dança, chora, vibra que a Grande Rio quer homenagear, ao seu empenho indispensável no resultado positivo no desfile das Escolas de Samba. 

Deixe-me, portanto envolver-me no campo magnético dessa nave apoteótica rumo ao futuro e viajar com vocês de encontro às estrelas.
 
Afinal, 

Como será o amanhã? 
 
Carnavalesco – Cahê Rodrigues 

Colaboração – Hiran Araújo e Lucas Pinto

Xuxa

Xuxa vence processo contra a Band e leva bolada de R$ 4 milhões

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Leão Lobo não imaginava, às 15h do dia 3 de março de 2008, que causaria um rombo financeiro nos cofres da TV Bandeirantes. Naquele dia à tarde, ele mostrou para todo o Brasil 70 imagens de Xuxa nua em uma revista masculina publicada há 20 anos. Nesta segunda-feira, no Fórum do Centro do Rio, a Justiça decidiu que a emissora paulista terá que pagar à apresentadora uma megaindenização por danos morais (R$ 100 mil) e materiais (R$ 4 milhões). Se dividirmos o valor total pelo número de imagens exibidas, chega-se a uma quantia de R$ 57 mil por foto.

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No depoimento, Xuxa disse que Sasha (na época com 9 anos) soube que a mãe posara nua através do programa. “Isso dá margem para as pessoas continuarem me julgando. Tenho que provar quase diariamente que o que eu faço hoje não tem nada ver com o meu passado”, disse a loura no tribunal.

Na sentença, o juiz Mauro Nicolau Junior disse que “o fato de as fotos terem sido feitas espontaneamente pela autora não a deixa refém por toda sua vida à exposição pública”. A Band vai recorrer. Detalhe: hoje, Leão Lobo trabalha em outra TV, a Gazeta.

É..

Essa é a Super Xuxa contra O “Leão” Baixo Astral

Bjo do Rapha!

Canta Xuxa…

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